quinta-feira, 21 de abril de 2016
Bolo Sevilhanas
Este blog está tornar-se cada vez mais numa plataforma de cake design, e menos de receitas. Não sei se isso é bom ou mau (ou apenas diferente).
Ora cá vem mais um bolo decorado com pasta de açúcar!
Este foi especial por um pormenor muito importante: foi o meu primeiro bolo para uma cliente a sério. Todos os que fiz até agora tinham sido por piada, para familiares e amigos próximos, em que não cobrava absolutamente nada pelo material, ingredientes ou trabalho. Eram uma oferta minha. Até porque em todos eles, a feitura do bolo foi uma iniciativa minha e serviram também como treino (para perceber o que conseguia fazer com os parcos conhecimentos que possuía e que ainda possuo). Foram verdadeiros desafios: o primeira foi para perceber se conseguia decorar um bolo com pasta de açúcar e concebê-lo em dois andares (o cor-de-rosa que fiz para o meu aniversário); depois um ursinho com pêlo em creme para ver se conseguia usar um saco de pasteleiro; o bolo da minha sobrinha Leonor que teve vários dias de treino e preparação (sobretudo no que se refere às receitas), e que me fez tremer nas canetas por ser para uma festa de 40 (!) pessoas (verdadeira prova de fogo para quem tinha feito apenas um bolo de dois andares em pasta de açúcar, mais dois muito pequenos de treino); a seguir uns cupcakes com porquinhos para compreender se era capaz de fazer modelagens simples em 2D; o bolo das malas que foi o meu primeiro bolo totalmente em 3D, com pormenores decorativos mais intrincados e com o desafio extra de conceber um bolo para cinco aniversariantes; um bolo para a Páscoa com a minha primeira modelagem em 3D, o coelhinho, e o bolo da amiga Elsa com a modelagem do panda.
Desta vez foi diferente. Fiz um esforço enorme para que tudo corresse bem, porque não era só o meu nome que estava em causa, mas também o da Inês, que havia feito a encomenda. Ao contrário dos restantes, tive de seguir uma temática, um formato de bolo e as cores escolhidas na encomenda. Tinha, portanto, um conjunto de regras, mais ou menos restritas, que tinha de seguir, ainda que me tenham deixado à vontade com a decoração, havendo apenas a exigência de um folho em volta do bolo.
O tema do bolo era as dançarinas sevilhanas. Vem logo à cabeça os vestidos compridos, cheios de folhos, com pequenas bolinhas. São leques, são flores, são acessórios enormes, são castanholas. Tantos pormenores por onde nos inspirarmos. Um tema nada complicado e que facilmente resulta num bolo cheio de vida e de movimento! Acho que foi isso que saiu: folho branco e vermelho à volta; linhas pretas com pormenores florais; leque preto com rosas brancas; um pequeno vestido vermelho com folhos; uma rosa branca bem grande que domina a composição. Para o prato escolhi um em preto, pelo que não foi necessário cobrir com pasta de açúcar.
Finalmente, bolinhas brancas, bolinhas brancas everywhere!
Adorei fazer este bolo! Mais uma vez fui "obrigada" a experimentar novas técnicas, como os folhos, que nunca tinha feito. É mais um passinho no longo caminho do cake design.
Agradeço à Inês pela confiança. Não é toda a gente que tem a coragem de encomendar um bolo a alguém tão pouco experimentado.
Já sei que o feedback foi bastante positivo. Que alívio!
Como vem a propósito...Olé!
terça-feira, 12 de abril de 2016
Bolo da Elsa
3 de Abril foi o dia de aniversário da minha queridíssima amiga Elsa. Como calhou num domingo (para além de o dia seguinte ser dia de trabalho, eu ia para Roma nesse dia de manhã), foi feito um jantar muito intimista, em sua casa, no sábado para comemorar o aniversário.
Cada conviva trouxe qualquer coisinha para o jantar, umas bebidas, um conjunto de loiça descartável, uma mesa comprida e estava feita a festa! Ora sai frango assado, saem folhados de enchidos, sai couscous com legumes, sai a bela da lasanha, sai queijada de laranja, sai pão-de-ló húmido. E a ementa estava fechada para aquela noite.
Eu só me tinha comprometido a levar a lasanha. Ninguém do grupo de amigos perguntou: "Mas que estranho. A Inês não leva um doce?!" Ainda bem que não perguntaram! Porque de certeza (de certezinha) que não iria conseguir guardar segredo e contaria a toda a gente! Claro que fiz um bolo de aniversário! O que seria uma festa de anos sem um bolo?
Na verdade, andava a pensar neste bolo há uns meses. A Elsa adora pandas! Não gosta, adora mesmo! Portanto, sabia que o bolo teria de incluir (pelo menos) um panda. Como tinha experimentado na Páscoa a modelagem do coelhinho, que tinha corrido bem, achei que seria uma boa oportunidade para tentar novamente esta técnica. O tema estava escolhido!
A seguir veio outro problema: os pandas são pretos e brancos (verdade de La Palice), por isso conseguiria conceber um bolo harmonioso e com as cores bem conjugadas, com um boneco de tonalidades tão contrastantes e vistosas?
Se a Elsa gosta de pandas, vai ter um panda a sério! Decidi assumir o protagonismo do boneco e fi-lo bem grande e coloquei-o no centro do bolo. Tal como aconteceu com o coelho, o panda foi, sem dúvida, o maior desafio do bolo e ainda demoro algum tempo a incorporar todos os pormenores nos bonecos. A prática irá acelerar o processo.
O resto da decoração é bastante feminina (pensando nos gostos da aniversariante, e já agora também nos meus): rosa muito clarinho, uma barra pérola com recortes triangulares e umas rosinhas em rosa escuro e folhas em verde água. O rosa é o tom preferido da Elsa e, por isso, estava escolhido desde o início. A minha inspiração principal foram os tecidos que se usavam nas cozinhas dos anos 50 e que hoje se veem muito nos objectos de estilo vintage (e que eu adoro!).
Quanto ao sabor do bolo, desta vez não arrisquei demasiado. Tendo em conta que era uma festa (ainda que não muito grande), não queria que o bolo de aniversário não corresse bem. Fui buscar a minha receita preferida, a de bolo de noz fingida (que vocês já conhecem bem), cortei o bolo em três partes (molhadas com calda de açúcar) e recheei com doce de ovos. Como sempre, ficou óptimo! E esta opinião não é só minha. Este bolo não falha!
Espero mesmo que a Elsa tenha gostado tanto da decoração, como do próprio bolo. Até porque lhe devo um grande agradecimento pelo apoio enorme que tem dado a este blog (e não só!), através de mensagens de incentivo, comentários na página de Facebook, "likes" nas publicações, leitura efectivas dos meus posts, divulgação do blog junto de amigos e familiares (já que eu tinha vergonha de o fazer), partilhas, experimentação de receitas...este é um projecto que também é dela. Por isso, obrigada Elsa!
domingo, 27 de março de 2016
Bolo da Páscoa - Pão-de-ló com doce de ovos
Domingo de Páscoa, dia de almoço com a família, de decorar a casa, de dar presentes aos pequenos, de dar um passeio pelo jardim e apanhar um pouco de sol. Mas é um dia, para mim pelo menos, de cozinhar e de comer bem!
No entanto, esta Páscoa está a ser completamente diferente do normal. Não estou com a minha família, não dei presentes, na verdade pouco saí de casa. A minha mãe está no Minho, o meu pai está na Beira, o meu irmão em Paris, a minha irmã na Batalha! Tenho pena de não ter estado com nenhum deles, mas a vida às vezes tem destas coisas.
Desta vez passei a Páscoa apenas com o meu namorado. Isto não quer dizer que tenha sido uma Páscoa pior ou um dia menos feliz que as restantes, foi apenas diferente e, talvez, mais calma e sossegada.
Infelizmente, ele tem de trabalhar, o que impediria, de qualquer das formas, um almoço em família. Ele ali tem estado deste sexta-feira (para não contar os restantes finais de dia, depois do seu "trabalho diurno") em frente ao computador, praticamente sem pausas, dia e noite.
Mas lá por estarmos só os dois, não quer dizer que tenhamos de sacrificar as tradições e não possamos ter um almoço fora do normal! Portanto, houve o tradicional borrego, ainda que com um twist: costeletas de borrego com couscous e molho de iogurte. Para entrada, umas trouxas de cogumelos, bacon e mel em massa filo. E depois, para sobremesa, a grande estrela do almoço e que tem servido de decoração pascal cá em casa: um pão de ló recheado com doce de ovos e decorado com pasta de açúcar!
Bem, muitos puristas irão dizer que esta não é uma receita de pão-de-ló. E, de facto, não é de um pão-de-ló tradicional, que leva muitos ovos e que devem ficar a bater durante muito tempo juntamente com o açúcar. O problema é que este tipo de bolos não tem estrutura suficiente para aguentar o peso da pasta de açúcar e, provavelmente, o bolo acabaria por abater ou mesmo ruir. Esta receita que apresento é de um bolo mais forte e menos esponjoso do que o pão-de-ló, mas que não lhe fica na atrás! E com o doce de ovos é de comer e chorar por mais!
Quanto à decoração do bolo, devo dizer que estou bastante orgulhosa. Este coelhinho configura a minha primeira modelagem em pasta de açúcar! Nunca tinha feito trabalhos deste género e achava que nunca iria conseguir. Aliás, nunca tinha tentado porque achava que iria ser um verdadeiro desastre. Lembrava-me das aulas na escola com a plasticina em que nunca me saía nada de jeito! No dia em que comecei a fazer o coelho falei com a minha irmã ao telefone e disse-lhe mesmo: estou a tentar fazer um coelho, mas não sei se vai sair um gato, um cão, um urso ou outro animal qualquer. Afinal, parece mesmo um coelho e não foi tão difícil quanto antecipava. Acho que agora vou começar a arriscar mais e a experimentar novas modelagens.
Depois de ter o coelho da Páscoa pronto, acrescentei ao bolo algumas amêndoas de chocolate coloridas, uma cerca, duas árvores, dois pintainhos! Acho que resultou muito bem e combina perfeitamente com a época, juntando a Páscoa e a Primavera.
Deixo a receita do "pão-de-ló não tradicional" e do doce de ovos super fácil de fazer!
Pão-de-ló
Ingredientes
- 3 ovos
- 1 e 1/2 de chávena de açúcar
- 1/2 chávena de chá de leite
- 1/2 chávena de chá de óleo
- 2 chávena de farinha
- 1/2 colher de chá de fermento
Método
Bater muito bem as gemas com o açúcar.
Continuando a bater, juntar o leite e o óleo e, por último, a farinha e o fermento.
Bater as claras em castelo e envolver na massa.
Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC por 50 minutos.
Doce de ovos
- 4 gemas de ovos
- 100 g de açúcar
- 1 dl de água
Método
Num panela pequena levar ao lume a água e o açúcar. Deixar levantar fervura e ferver por 2 minutos.
Retirar do lume e deixar arrefecer ligeiramente.
Juntar as gemas batidas à calda e levar ao lume novamente, mexendo sempre, até engrossar. O doce engrossa rapidamente no lume, mas tenha sempre em consideração que este vai ficando mais espesso à medida que arrefece.
domingo, 20 de março de 2016
Areias de Cascais
Hoje temos uma receita tradicional portuguesa: as famosas areias de Cascais. Quem não gosta?
Já não as fazia há tanto tempo! São tão simples, tão suaves, tão macias, parecem que se desfazem na boca. São os bolinhos perfeitos para o início da Primavera!
Confesso que na primeira vez que as fiz ficaram duras e sem graça. Deixei-as muito tempo no forno até ficarem ligeiramente douradas. É um erro tremendo! Têm de ficar entre 10 a 12 minutos no forno a 180ºC, nem mais nem menos. Devem ficar cozidas mas ainda branquinhas. Vão sair muito moles do forno, como acontece com a maioria das bolachas. Devem arrefecer ligeiramente no tabuleiro e passadas abundantemente por açúcar.
A receita é muitíssimo simples. Apenas três ingredientes, açúcar, farinha e manteiga. É só juntar tudo até fazer uma espécie de areia e formar as bolinhas. Aconselho que a manteiga esteja à temperatura ambiente para facilitar a união com o açúcar e a farinha. Se estiver muito fria não vai agarrar e as bolinhas desfazem-se. Caso isso aconteça, continue a mexer a massa e o calor das mãos vai aquecer ligeiramente a manteiga.
Aqui está a receita.
Ingredientes:
- 1/3 de chávena de açúcar (mais um pouco para polvilhar)
- 1 e 1/4 chávenas de farinha
- 1/2 e 1/3 chávenas (100g) de manteiga
Método
Juntar o açúcar com a farinha.
Abrir uma cavidade no centro e adicionar a manteiga à temperatura ambiente e cortada em bocadinhos.
Amassar com a ponta dos dedos (ou com uma batedeira, usando a pá para massas) até formar uma espécie de areia.
Formar bolinhas pressionando a massa com as mãos. Dispor sobre um tabuleiro e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC por 12 minutos.
Retirar do forno e deixar as areias arrefecerem por alguns minutos. Passar os bolinhos ainda mornos por açúcar e deixar arrefecer mais um pouco.
domingo, 6 de março de 2016
Bolo de laranja inteira
Quem não gosta de um bolinho com um chá numa tarde de domingo? E se este for muito fácil e rápido de fazer? E se for feito apenas num recipiente e com medidas de chávena? Parece-me perfeito!
Para os que concordam com todas estas premissa, aqui está este bolo de laranja inteira que eu não fazia há anos! Por estranho que vos possa parecer a utilização da casca da laranja na massa do bolo, confiem. Basta cortar as laranja em quartos, juntar os ovos, e bater no liquidificar ou robot de cozinha. Juntar o resto dos ingredientes, bater e já está! É só isto!
É um bolo fofinho e macio, com um ligeiro travo a laranja. Se preferirem o bolo ainda mais molhado, podem juntar uma calda de açúcar e sumo de laranja. Eu fiz o bolo simples, sem mais nada e não senti falta da calda. Fica óptimo assim! Se o bolo fosse para rechear e decorar (e já tenho um recheio que quero muito experimentar com este bolo! Depois conto tudo), talvez já se justificasse deitar uma calda sobre o bolo.
Desta vez forrei a forma com papel vegetal. Foi apenas uma forma de dar um ar rústico. Adoro ver os bolos caseiros a saírem do forno com papel acastanhado do calor do forno. Faz-me lembrar as férias da Páscoa em Barroselas, Viana do Castelo, uma das raízes da minha família materna, onde, em cada casa de familiares, havia um pão-de-ló envolto em papel. Estes bolos eram sempre enormes, cozidos em fornos de lenha numa forma de barro, e muito amarelinhos pelo uso de ovos caseiros (que eu adoro usar nos bolos, mas que tenho muita dificuldade em encontrar em Lisboa). Espero um dia poder publicar a receita de pão-de-ló das tias de Barroselas aqui no blog!
Por agora fica aqui este bolo super simples e rápido!
Ingredientes:
- 1 laranja inteira
- 4 ovos
- 1 chávena de óleo
- 2 chávenas de açúcar
- 2 chávenas de farinha
- 1 colher de sopa de fermento
Preparação:
Num copo liquidificador ou robot de cozinha, colocar a laranja inteira (com casca) cortada em quartos e os ovos. Bater até a laranja se desfazer por completo. É muito importante bater bem a laranja, pois se ficarem bocadinhos de laranja o bolo poderá ficar amargo.
Juntar os restantes ingredientes e bater novamente.
Colocar numa forma untada e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC por 45 minutos.
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Bolo de malas de viagem
As duas últimas semanas foram carregadas de aniversários na minha família: no dia 10 fez o meu irmão; no dia 11 o meu padrasto; no dia 16 a minha mãe e o meu namorado; no dia 20 a minha tia. Cinco aniversários em duas semanas!
Ontem fizemos uma festa para os cinco e, como não poderia deixar de ser, fiquei com o bolo a meu cargo. Tive alguma dificuldade em conseguir arranjar um tema que tivesse uma ligação com todos os aniversariantes e que servisse tanto para homens como para mulheres. Depois de muito pensar lembrei-me de algo que todos gostam de fazer: viajar! E como colocar esse tema num bolo? Malas de viagem!
Fiz, então, dois bolos. Uma mala castanha rectangular, estilo vintage, que foi o bolo dos rapazes, e um bolo circular pequeno, uma espécie de chapeleira antiga, para as meninas. Os nomes dos rapazes surgiam escritos em autocolantes, como acontecia nas malas antigas com autocolantes dos monumentos, hóteis, cidades ou países visitados pelo seu proprietário. Sobre a mala redonda, foi colocada uma flor e, ao seu lado, em etiquetas antigas, estão os nomes da minha mãe e da minha tia.
A decoração é 100 % comestível! Tudo feito em pasta de açúcar!
A mala castanha é de noz fingido, creme de pasteleiro e praliné de avelã. Já a azul é de iogurte e lemon curd. Foram um sucesso!
Espero que gostem.
Bolo de maçã e caramelo - Bolo do Armando
Quem
gosta de bolo de maçã? O meu namorado adora! Dia 16 foi o aniversário dele e eu
tinha de descobrir uma forma de lhe oferecer um bolo com maçã. Não tinha uma
ideia concreta de como o iria fazer, pois as receitas que conhecia eram todas
de bolos simples, os típicos bolinhos para o lanche ou para o chá. Não são
propriamente bolos de aniversário!
Foi
difícil transformar um bolo de maçã num bolo de aniversário. Como foi feito
durante a semana, não conseguiria fazer uma decoração muito elaborada. Era
praticamente impossível agarrar em pasta de açúcar e fazer uma decoração com
que ficasse satisfeita apenas durante uma noite, depois de um dia de trabalho e
com outro dia de trabalho pela frente. Havia duas alternativas possíveis:
decoração com saco de pasteleiro ou um naked cake. Como o
aniversariante não gosta de cremes (creme de manteiga? Nem pensar! Chantilly?
Que horror!) só restava mesmo o naked. E calhou bem porque ainda
não tinha publicado nenhum naked aqui no blog! Ou melhor, eu
nunca tinha feito um naked! Como é possível?
Decidido
o tipo de decoração do bolo e o sabor preferido, só faltava mesmo pensar
numa receita de bolo que ligasse bem com a maçã. E, já agora, como torná-lo num
bolo bonito tendo em conta que a maçã cozida fica com um tom escuro e
acastanhado, o que pode ser pouco atractivo para um bolo festivo.
Lembrei-me
do bolo que foi um sucesso numa festa anterior e que já publiquei anteriormente
aqui no blog: o bolo de noz fingido. Depois foi só juntar maçãs e caramelo!
A
decoração foi muitíssimo simples. O bolo foi cortado em três partes, embebido
num caramelo com manteiga pouco espesso, recheado e coberto com cubos de maçã.
A cobertura foi ainda complementada por rectângulos de fudge e
fios de caramelo (infelizmente nas fotografias já estão um pouco derretidos). O fudge, ainda que óptimo, não foi feito por mim.
Existem receitas muito simples de fudge, muitas vezes feitos no
microondas, em que basta juntar três ingredientes. Por isso, se preferirem,
podem fazê-los em casa facilmente. Para acelerar o processo (e já que tive
muita sorte em encontrá-los!), comprei estes quadradinhos de caramelo na loja
Tiger, no Saldanha, e coloquei-os junto à maçã. Mesmo que não façam esta
receita, acho que vale a pena comprá-los!
Então
vamos à receita.
Para o bolo:
Bater muito bem as gemas com o açúcar.
Continuando a bater, juntar o pão ralado, o leite, o óleo, a farinha, o fermento e a canela até formar uma massa homogénea.
Bater as claras em castelo e juntar gentilmente ao preparado anterior.
Levar ao forno pré-aquecido a 180º C durante 50 minutos (é possível que demore mais tempo a cozer).
P.S.: Esta receita rende um bolo muito grande, pelo que pode ser facilmente ser reduzida a metade para um bolo de tamanho médio.
- 6 ovos
- 2 e 1/5 chávenas de açúcar
- 1 chávena de pão ralado
- 1 chávena de leite
- 1 chávena de óleo
- 2 chávenas de farinha
- 1 colher de chá de fermento
- 1 colher de chá de canela
Bater muito bem as gemas com o açúcar.
Continuando a bater, juntar o pão ralado, o leite, o óleo, a farinha, o fermento e a canela até formar uma massa homogénea.
Bater as claras em castelo e juntar gentilmente ao preparado anterior.
Levar ao forno pré-aquecido a 180º C durante 50 minutos (é possível que demore mais tempo a cozer).
P.S.: Esta receita rende um bolo muito grande, pelo que pode ser facilmente ser reduzida a metade para um bolo de tamanho médio.
Para
o caramelo:
- 1 chávena de açúcar
- 6 colheres
de sopa de manteiga (à temperatura ambiente)
- 1/2
chávena de água
Colocar o açúcar numa panela e, em lume brando e mexendo sempre, deixar derreter até formar um caramelo claro. Tirar do lume e juntar a manteiga. Mexer novamente.
Deixar
arrefecer. Quando frio deverá formar um caramelo muito firme.
Levar
o caramelo novamente ao lume brando e juntar a água. Mexer sempre até o
caramelo rijo derreter completamente e surgir um caramelo líquido.
Retirar
do lume e deixar arrefecer.
Para
a cobertura e recheio de maçã:
- 6 maçãs
grandes
- 1/2 colher
de chá de noz moscada
- 3 colheres
de chá de canela
- 3/4 de
chávena de açúcar amarelo
Cortar as maçãs em cubos.
Colocar
as maçãs numa panela e polvilhar com a noz moscada, a canela e o açúcar.
Sacudir a panela para que a maçã se envolva no açúcar.
Levar
ao lume brando durante 30 minutos, mexendo de vez em quando.
P.S.:
A maçã fica ligeiramente crocante. Se preferir que a maçã fique mais suave,
basta deixar cozer por mais alguns minutos. Pode, no entanto, ser necessário
adicionar um pouco de água para que a maçã não cole ao fundo da panela.
Montagem
do bolo:
Com
um cortador de bolos ou uma faca comprida, cortar o bolo em três rodelas.
Escolher
o prato onde será servido o bolo. Colocar a primeira rodela no prato e pincelar
com o caramelo, como se fosse uma calda de açúcar. Cobrir com a maçã.
Colocar
a segunda rodela sobre a anterior e pincelar novamente com o caramelo e cobrir
com a maçã.
A
última rodela deve ser humedecida abundantemente com o caramelo e coberto com
uma quantidade generosa de cubos de maçã. A decoração pode ser complementada
com fios de caramelo e rectângulos de fudge.
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